| COB Faz Cartilha para Atletas |
| Segunda, 12 de Julho de 2004 |
| Fonte: Diário de Pernambuco |
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Os atletas brasileiros que vão competir em Atenas, de 13 a 29 de agosto, serão alertados sobre o comportamento adequado a um membro da "família olímpica" e enquanto usarem a camisa do Brasil na Grécia. Não beber, não fumar nas dependências internas dos prédios da Vila Olímpica, não dirigir, a obrigatoriedade de usar o uniforme oficial (na Vila, treinos e competições e cerimônias em que os atletas representem a delegação) estão entre as orientações que os atletas vão receber, por escrito, até o dia 24. "É uma questão de segurança e de imagem. Queira ou não, mas quando se usa a camisa do Brasil ou o nome de uma nação está na credencial, a imagem do país estará refletida no comportamento daquela pessoa", explica Marcus Vinícius Freire, o chefe da missão do Comitê Olímpico Brasileiro em Atenas.
O COB também está preocupado em assegurar que o Brasil faça a melhor campanha possível - em Sydney, em 2000, foram 15 as medalhas ganhas, nenhuma de ouro. Não é uma cartilha, mas um código de conduta, queserá passado juntamente com o book emitido pelo Comitê Olímpico Internacional em que o atleta libera a imagem para uso coletivo. "Todos os atletas do mundo têm de ceder a imagem para o COI e o Athoc (o Comitê Organizador dos Jogos) para ser credenciado. É um papel que é assinado e enviado. O COB aproveita a distribuição desse documento e faz um adendo, com as orientações para a delegação", explica Marcus Vinícius.
Atualmente, a tendência e dar orientações, que o COB considera necessárias numa "família" ampla - 242 atletas já estão classificados - como a brasileira, formada por pessoas de diversas faixas etárias e culturas. "Na minha época, um general subia no banquinho e dizia que aqui quem manda sou eu", disse Marcus Vinícius, que integrou a geração medalha de prata no vôlei, em 1984.
O Brasil estará hospedado no lado Sul, ocupando 169 quartos, 45 apartamentos em sete prédios, de quatro andares. "Escolhemos o local de alojamento de acordo com as necessidades de um atleta olímpico: descansar, alimentar-se, treinar e competir. Ficamos perto do restaurante, do acesso ao transporte e, no caso, de alguns esportes, do treinamento".
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