:: EXPEDIÇÃO TRAVESSIA EM BUSCA DO EL DORADO!
 
 

Expedição Travessia em Busca do EL DORADO!

Por volta do ano 1516, naufragou um barco espanhol em um lugar próximo a Barra Sul, da então Porto dos Patos ou Meiembipe, atual Ilha de Santa Catarina (Florianópolis).
Deste naufrágio restou um pequeno grupo de aproximadamente 10 homens, entre eles estava o portugues Aleixo Garcia.

Nos 8 anos em que Aleixo Garcia ficou por ali, passaram vários navios e perguntaram se ele queria voltar para Portugal, a resposta era sempre: "Não meu lugar é aqui neste paraíso".

Aleixo Garcia se estabeleceu na região, se tornou muito popular entre os índios, principalmente entre as índias, como enfatiza o escritor Eduardo Bueno.
Depois de adquirir a confiança dos índios, conheceu uma coleção de peças de prata. Aleixo surpreso, perguntou de onde vinha as peças, a resposta foi: "Vem do EL DORADO".

Algum tempo depois, ele organizou uma expedição com cerca de 2000 índios, atravessando Paraguai, chegando até a cidade de Potosi, na Bolivia.
A expedição demorou quatro meses para chegar ao lugar onde hoje se encontra a cidade de Assunção, no Paraguai. Alimentavam-se coletando frutos silvestres e mel.
Eles seguiram o antigo Caminho do Peabiru.

Os Peabirus (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado) são antigos caminhos utilizados pelos indígenas sul-americanos desde muito antes do descobrimento pelos europeus, ligando o litoral ao interior do continente. A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVIII.
O principal destes caminhos, denominado como Caminho do Peabiru, constituía-se numa via que ligava os Andes ao Oceano Atlântico, mais precisamente Cusco, no Peru.

O espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca acompanhou um de seus trechos, tendo descoberto, em 1542, as Cataratas de Iguaçu. Os jesuítas batizaram esse caminho de Caminho de São Tomé, tendo-o utilizado nas suas atividades de evangelização e aldeamento de indígenas, na região do rio Paraná, ainda em meados do século XVI. No século XVII, bandeirantes paulistas, trilharam essa via para atacar as missões jesuíticas.
O caminho tinha diversas ramificações, utilizadas pelos Guaranis, que através delas se deslocavam pelas diversas partes do seu território, mantendo em contato as tribos confederadas por uma espécie de correio rudimentar que ligava o Norte e o Sul do Brasil, da Lagoa dos Patos até à Amazônia.
Restam ainda, em pontos isolados de mata e em algumas localidades, remanescências desse caminho, que se caracterizava por apresentar cerca de 1,40 metros de largura e leito com rebaixamento médio em relação ao nível do solo de cerca de 40 centímetros, recoberto por uma gramínea denominada puxa-tripa. Nos seus trechos mais difíceis, o caminho chegava a ser pavimentado com pedras. Em alguns trechos era sinalizado por inscrições rupestres, mapas e símbolos astronômicos de origem indígena.
Na década de 1970 uma equipe da Universidade Federal do Paraná, identificou cerca de trinta quilômetros remanescentes da trilha na área rural de Campina da Lagoa, no estado do Paraná. Ao longo desse trecho, foram ainda identificados sítios arqueológicos com vestígios das habitações utilizadas, provavelmente, quando os indígenas estavam em trânsito.
No retorno da expedição, na passagem pelo Paraguai, grande parte do grupo foi dizimado, incluindo o próprio Aleixo Garcia.

Muitos devem se perguntar, o que isso tem a ver com a Travessia do Papagaio?
Quis o destino que quase 500 anos depois, um mar gigante, provavelmente o mar semelhante ao que afundou o navio de Aleixo Garcia, nos empurrou para o local, segundo pesquisadores, provavelmente morava o próprio Aleixo Garcia.

A foto de Antonio Coelho de Criciuma, representa bem o os integrantes da Expedição Travessia em busca do EL DORADO, que no nosso caso significa a busca por qualidade de vida, saúde, esporte, amizade, entre outros benefícios.

Que todos encontremos nossos El Dorados!!!

Marcos Pinheiro


Bibliografia:
A saga de Aleixo Garcia - Rosana Bond